Poderia fazer esse post sobre os vestidos deslumbrantes e as misses maravilhosas, que se apresentaram ontem no Miss Universo 2017. Mas não vou! Diante de tudo o que vimos ontem, isso seria pouco. Seria diminuir essas mulheres incríveis, e eu não vou fazer isso.
Não foi uma e nem duas, mas várias mulheres com histórias diferentes e de muita luta. Pessoas com engajamentos. Elas mostraram que não precisavam de uma coroa para fazerem o bem ao próximo. Dessa vez o concurso e os países não se importaram em só levar beldades, eles quiseram nos mostrar que as novas misses universos são mulheres inteligentes, com empatia e batalhadoras. Elas possuem mestrado, lançam livros, lutam nas guerras, trabalham em empresas consagradas, como a Forbes, algumas vieram de baixo, passaram fome. Elas quebram os preconceitos que a sociedade tem sobre o evento.
Além das personalidades admiráveis, também tivemos a diversidade de corpos. Siera Bearchell, a Miss Canadá que havia sido julgada gorda e fora do padrão, após ter ganhado alguns quilos, entrou no Top 9, deixando para trás as misses Panamá, Keity Drennan, e a brasileira, Raíssa Santana. Mesmo não tendo o corpo igual aos das demais, ela não se intimidou e mostrou muita confiança, determinação e atitude na passarela.
As mudanças acontecem desde o ano passado e a vencedora, Pia Wurtzbach, conquistou o público e os jurados com sua simpatia e humildade.
A representatividade foi pequena e as mudanças vem acontecendo aos poucos, mas elas foram muito significativas. Serviram para mostrar que os jurados não têm mais um padrão de corpo como prioridade. Esperamos que essa ideia se expanda e que em breve possamos ver mais variedades de corpos, belezas e almas.




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